Parte I – Paixões de uma Criança

Quando criança, eu tive o privilégio de um estudar em um
curto período em escola particular. Lembro-me muito bem do colégio que estudei,
era uma escola bacana e toda vez que ainda passo na frente dela, vejo o bom e
velho porteiro Sr.Raimundo que ainda me reconhece.
Nessa mesma escola onde estudei do primeiro ano ao quarto
ano, se não me falha a memória, foi onde eu tive a minha primeira experiência
de gostar de uma coleguinha do colégio, guardo até hoje o nome dela na minha mente,
Camila Peixoto; ela era linda, magra e tinha o cabelo entre os ombros, era de
parar o colégio. E eu, me sentia um bobão,
usando um óculos fundo de garrafa que o medico pediu para eu usar, apaixonado por
uma coleguinha do colégio. Recordo de um coleguinha de classe chamado Bruno
Cesar, lembro que ele tinha os dentes bem amarelados e que ele vinha muito na
minha casa para brincarmos, até o dia que fiquei sabendo que nós dois
gostávamos da mesma garota, a linda Camila Peixoto. Foi o próprio que me disse
isso, mas não por isso que estraguei a
amizade; continuamos bons amigos, gostando da mesma garota sem ela saber.
Me lembro de mais três paixões que tive no mesmo colégio. A
Marcelinha, a Tulla e a que gostava de mim, mas eu não gostava dela a linda
Veluma.
A marcelinha era uma linda menininha, morena e bem baixinha,
acho que ela nem sabia que eu gostava dela, mas gostava de ficar junto com ela,
lembro que junto com os outros colegas da classe nos chegávamos por de trás das
meninas e falávamos alto perto delas: Arromba!
E em seguida nos passávamos a mão
na bunda delas. Nós éramos crianças e achávamos divertido, não tinha maldade,
confesso que fiz arromba em todas as três mencionadas acima, era muito divertido.
A tulla, era magra, tinha os cabelos lisos e uma pinta perto
da boca. Nós jogávamos tênis de mesa juntos depois da aula. Quando estava perto
das dezoito horas nós dois, juntos com mais dois amigos nossos, dávamos um kaô
na professora dizendo que nos íamos na biblioteca pegar um livro, sendo assim
nós saímos mais cedo da sala de aula, tudo isso para pegarmos uma mesa livre
para jogarmos. A tulla era uma graça, mas nunca tive a coragem de dizer alguma
coisa para ela. Depois de grande cheguei a ver ela dentro do ônibus junto com
seu irmão, não tinha mudado nada, continuava linda.
E por ultimo a Veluma.
Eu guardo muito bem o rosto dela em minha memória. A Veluma era loira,
loira mesmo, de olho azul, de pele branca e bochechudinha. Hoje, eu poderia
dizer que era um Boing 767 querendo pousar no meu aeroporto. Foi uma amiguinha
dela chamada Carol que me disse tudo, bem na frente dela, eu até contei para
minha mãe que tinha uma menininha no colégio que gostava de mim, mas eu era
muito criança e também nem sentia nada pela veluma. Que pena que não sentia
nada. Nunca mais vi a veluma na minha vida, que triste, quem sabe a gente não
poderia dar...
São tudo paixões de uma criança.